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Insumos para pizzaria: lista do que comprar, quanto e de quem
Pontos principais
- Na receita registrada da pizza napolitana, cada disco tem de 180 a 250 g de massa, e a farinha é cerca de 63% do peso da massa crua.
- Num exemplo de 1.500 pizzas por mês com bola de 250 g, a casa gasta cerca de 236 kg de farinha, pouco menos de 10 sacos de 25 kg.
- A farinha da napolitana tem força W de 220 a 380 e P/L de 0,50 a 0,70: peça esses números na ficha técnica do moinho.
- Pela RDC 216/2004, o molho de tomate preparado e guardado a 4 °C ou menos dura no máximo 5 dias.
- Queijo e embutidos são produtos de origem animal sujeitos à inspeção do Decreto 9.013/2017: confira o carimbo SIF, SIE ou SIM.
Os insumos para pizzaria são farinha de trigo, água, sal, fermento e azeite ou óleo para a massa; fubá ou sêmola para a pá; tomate, queijo, embutidos e vegetais para a cobertura; orégano, alho e pimenta para temperar; e caixas para a entrega. Na receita oficial da pizza napolitana, cada disco leva de 180 a 250 g de massa e de 60 a 100 g de tomate, ponto de partida para calcular a compra.
Dono de pizzaria, de delivery e de restaurante com forno de pizza encontra aqui a lista por grupo, uma conta de consumo por pizza, a frequência de compra de cada item, as regras de armazenagem e o que pedir a cada fornecedor. Uma fábrica de condimentos e farináceos atende só parte dessa lista: queijo, tomate, embutidos, azeite, fermento e embalagens vêm de laticínios, indústrias de conservas, frigoríficos e outros fornecedores.
Quais são os insumos de uma pizzaria?
Os insumos de uma pizzaria se dividem em massa, cobertura, temperos e embalagem, e cada grupo costuma ter um tipo de fornecedor diferente. A tabela organiza a lista de compras e indica de quem cada item costuma vir.
| Grupo | Itens | De quem comprar |
|---|---|---|
| Massa | Farinha de trigo, sal, fermento, azeite ou óleo, açúcar, se a receita levar | Moinho, distribuidora, fábrica de farináceos |
| Pá e bancada | Fubá, sêmola ou farinha para polvilhar | Fábrica de farináceos, distribuidora |
| Molho | Tomate pelado, polpa ou molho pronto, alho, cebola, sal | Indústria de conservas, distribuidora |
| Queijos e embutidos | Muçarela, provolone, requeijão, presunto, calabresa, bacon | Laticínio e frigorífico com inspeção, distribuidora de frios |
| Vegetais e outros | Cebola, tomate fresco, pimentão, milho, azeitona, palmito, champignon | Hortifrúti, distribuidora |
| Temperos | Orégano, alho frito ou desidratado, pimenta-do-reino, pimenta calabresa, manjericão | Fábrica de condimentos, distribuidora |
| Embalagem | Caixas, sachês, sacolas, guardanapos | Fornecedor de embalagens |
A pizzaria que também vende lanche e porção amplia esse mapa com pão, proteína e bebidas, como mostra fornecedor para lanchonete. Quem mantém forno de pizza dentro de padaria encontra a lista da panificação em insumos para padaria.
Quanta farinha, tomate e queijo vai em cada pizza?
Na pizza napolitana, cada disco leva de 180 a 250 g de massa, de 60 a 100 g de tomate, de 80 a 100 g de muçarela na margherita e de 4 a 5 g de azeite, segundo a receita registrada no Regulamento (UE) 97/2010. O mesmo texto dá a massa por litro de água: de 50 a 55 g de sal, 3 g de fermento e 1,8 kg de farinha, o que faz a farinha responder por cerca de 63% do peso da massa crua. A marinara troca o queijo por um dente de alho em lâminas e "um pouco de orégãos".
A pizza da sua casa pode ter outra receita, outro tamanho e mais cobertura, mas a conta é a mesma: peso da bola vezes a fração de farinha, vezes o número de pizzas. Num exemplo com bola de 250 g e 1.500 pizzas por mês:
| Insumo | Por pizza | Por mês | Em embalagem de compra |
|---|---|---|---|
| Farinha de trigo | Cerca de 158 g | Cerca de 236 kg | Pouco menos de 10 sacos de 25 kg |
| Sal da massa | Cerca de 4,6 g | Cerca de 7 kg | Um fardo ou saco pequeno |
| Tomate | De 60 a 100 g | De 90 a 150 kg | Latas ou bolsas do fornecedor |
| Muçarela (margherita) | De 80 a 100 g | De 120 a 150 kg | Peças ou fatiado, entrega semanal |
| Azeite | De 4 a 5 g | De 6 a 7,5 kg | Galões |
| Orégano (número de exemplo) | 1 g | 1,5 kg | Dois pacotes de 1 kg com folga |
O orégano não tem gramatura na receita oficial, por isso a linha usa 1 g só como exemplo: pese o que a sua casa põe numa pizza e numa reposição do pote de mesa, e multiplique. O mesmo vale para a pizza grande, de bola mais pesada e mais queijo: troque os números da tabela pelos da sua ficha técnica. Com o consumo por item, o custo por pizza e o preço de venda saem da conta descrita em margem de lucro: como calcular o preço de venda.
A farinha de pizza se escolhe pela força do glúten, não pelo nome do pacote
A farinha boa para pizza é uma farinha de trigo de glúten de força média a alta, que segura a massa aberta fina sem rasgar; o nome "farinha para pizza" no pacote não garante isso, e a ficha técnica sim. Para a napolitana, o Regulamento (UE) 97/2010 pede força W de 220 a 380, relação P/L de 0,50 a 0,70, absorção de 55 a 62 e proteína de 11 a 12,5%. São os parâmetros de alveografia que a ficha técnica do moinho traz; a Embrapa Trigo indica para pães as farinhas balanceadas, com P/L entre 0,50 e 1,20, faixa em que a da pizza napolitana se encaixa.
No Brasil, o tipo do rótulo (tipo 1, tipo 2 ou integral) segue a IN MAPA 8/2005 e mede o teor de cinzas, não a força. A diferença entre os tipos está em farinha de trigo tipo 1, tipo 2 e integral, e a compra em saco de 25 e 50 kg, com o que pedir ao moinho, em farinha de trigo no atacado.
Na pá e na bancada, o regulamento napolitano usa farinha, mas fubá e sêmola são alternativas para a massa deslizar até o forno sem grudar, pelo grão mais grosso. Entre os fubás, o comum tem moagem mais grossa que o mimoso; a diferença está em fubá mimoso ou comum. No lastro muito quente, o excesso queima e amarga a base: use pouco e varra o forno entre as fornadas.
Orégano, alho e pimenta são os temperos de pizza que a casa compra em quilo
Os temperos que a pizzaria compra em volume são o orégano, que vai em quase todo sabor e no pote da mesa, o alho, frito ou desidratado, e as pimentas; o resto, como manjericão fresco, entra em quantidade pequena. O regulamento da napolitana resume o critério de qualidade para os três primeiros: depois do forno, alho, manjericão e orégano devem soltar "aroma intenso" e não parecer queimados.
- Orégano: é o tempero de maior consumo e teve a maior taxa de amostras suspeitas de fraude no levantamento europeu sobre ervas e especiarias; espécie, origem, laudo e embalagem estão em orégano no atacado, e os tipos da planta em orégano: origem e tipos.
- Alho: o alho frito em flocos finaliza a pizza de alho e óleo; o alho desidratado em pó ou granulado vai no molho e na massa, com equivalência ao alho fresco explicada em alho desidratado a granel.
- Pimentas: a pimenta-do-reino moída tempera molho e recheio; a compra em saca está em pimenta-do-reino no atacado. A pimenta calabresa em flocos, do pote da mesa, é explicada em pimenta calabresa: o que é e de onde vem.
- Cebola desidratada: encurta o preparo do molho de tomate em volume; rendimento e reidratação estão em cebola desidratada.
O pote de tempero da mesa tem regra própria em alguns lugares. Em São Paulo, a Portaria CVS 3/2026 manda oferecer em embalagem individual de uso único os condimentos, molhos e temperos "para sanduíches, salgados e similares" (art. 75); confirme com a vigilância do seu município se o orégano da mesa da pizzaria entra nessa regra e, se entrar, inclua sachês na lista de compras.
Com que frequência a pizzaria deve comprar cada insumo?
A pizzaria compra secos (farinha, fubá, sal, temperos, tomate em lata) uma ou duas vezes por mês e perecíveis (queijo, embutidos, vegetais) toda semana ou mais, porque a validade e o espaço de geladeira mandam no pedido. O ponto de pedido de cada item é o consumo diário vezes o prazo de entrega, mais alguns dias de segurança para o fim de semana de movimento alto. No exemplo da tabela, com cerca de 8 kg de farinha por dia, entrega em 4 dias e 3 dias de segurança, o novo pedido sai quando restarem uns 56 kg, pouco mais de dois sacos.
- Farinha de trigo e fubá: mensal ou quinzenal, em saco de 25 kg, se houver estrado e espaço seco.
- Orégano e temperos: mensal, na maior embalagem que a cozinha gaste em poucas semanas depois de aberta; o porquê está em quanto tempo duram os temperos secos.
- Tomate em lata ou bolsa: mensal, conferindo a validade de cada lote.
- Queijos, frios e vegetais: semanal ou duas vezes por semana, pelo espaço de câmara fria e pela validade.
O controle com estoque mínimo, ponto de pedido e primeiro que vence, primeiro que sai está em controle de estoque de temperos e vale para todo o depósito seco.
Como armazenar os insumos da pizzaria?
Os secos da pizzaria ficam sobre estrados ou prateleiras laváveis, em local limpo e seco e longe do calor do forno; os refrigerados vão para a geladeira na temperatura do rótulo, conferida na entrega; e todo pacote aberto recebe etiqueta com nome, data de abertura e validade. É o que pede a RDC 216/2004 da ANVISA, que vale para restaurantes e congêneres: inspeção na recepção, com embalagem íntegra e temperatura conferida (item 4.7.3), armazenagem sobre paletes, estrados ou prateleiras (item 4.7.6) e identificação do que foi aberto e não usado inteiro (item 4.8.6).
O molho de tomate preparado na casa é alimento pronto: pela mesma norma, conservado a 4 °C ou menos, tem prazo máximo de 5 dias (item 4.8.17), e a embalagem guardada leva designação, data de preparo e validade (item 4.8.18). O orégano e os outros temperos secos ficam em pote fechado, longe do forno e da luz, porque calor e luz levam o aroma antes da data de validade. A organização por consumo e o tipo de pote estão em temperos para restaurante.
O que pedir ao fornecedor de insumos para pizzaria?
Ao fornecedor de insumos para pizzaria peça ficha técnica, lote e validade legíveis em todo item e, no queijo e nos embutidos, o carimbo do serviço de inspeção (SIF, SIE ou SIM). A RDC 216/2004 exige da pizzaria critérios escritos de seleção de fornecedores (item 4.7.1). O roteiro por grupo:
| Insumo | O que pedir ou conferir |
|---|---|
| Farinha de trigo | Tipo, enriquecimento com ferro e ácido fólico, ficha com W, P/L e absorção |
| Queijo e embutidos | Carimbo de inspeção, temperatura na entrega, validade |
| Tomate em lata ou bolsa | Embalagem sem amassado ou estufamento, lote e validade |
| Orégano e temperos | Espécie e origem do orégano, laudo de matérias estranhas e microbiológico |
| Fubá | Enriquecimento, granulometria, validade |
Queijo, presunto, calabresa e bacon são produtos de origem animal sujeitos à inspeção do Decreto 9.013/2017, e o carimbo na embalagem é a prova. A farinha de trigo e o fubá devem vir enriquecidos com ferro e ácido fólico pela RDC 604/2022. No orégano, a RDC 623/2022 aceita até 3,0% de areia e 20 fragmentos de inseto em 10 g, o que só o laudo do lote confirma; o que cada laudo deve trazer está em ficha técnica e laudo de ingrediente.
Pizzaria que gasta muito de poucos secos, como farinha e orégano, pode comprar da fábrica; a que precisa de pouco de muitos itens costuma ser mais bem atendida por uma distribuidora de food service, num frete só, como mostra comprar direto da fábrica ou do distribuidor. A Graneto, fábrica de condimentos em Paranacity (PR), fornece farinha de trigo, fubá mimoso e comum, orégano, alho frito, alho desidratado, cebola desidratada e pimenta-do-reino, no catálogo de produtos; queijo, tomate, embutidos, azeite, fermento e caixas não fazem parte da linha. No Noroeste do Paraná há rota própria com representantes, e para os demais estados prazo e frete saem na cotação, conforme a área de distribuição. Para cotar, informe os itens, o consumo mensal e a cidade no formulário de contato.
Monte o mix da sua loja direto com a fábrica. Colorau, condimentos, derivados de mandioca e farináceos em embalagens de varejo e de food service, com entrega para todo o Brasil.
Ver o catálogo completoPerguntas frequentes
Quais são os insumos básicos de uma pizzaria?
Farinha de trigo, sal, fermento, água e azeite ou óleo para a massa; tomate para o molho; muçarela e outros queijos; embutidos como calabresa e presunto; vegetais; orégano, alho e pimenta para temperar; fubá ou sêmola para a pá; e caixas para a entrega. Cada grupo costuma vir de um fornecedor diferente, do moinho ao laticínio.
Quanto de farinha vai em uma pizza?
Na receita oficial da pizza napolitana, a massa leva 1,8 kg de farinha por litro de água, o que dá cerca de 63% de farinha no peso da massa crua. Uma bola de 250 g tem, portanto, perto de 158 g de farinha. Se a sua receita for outra, multiplique o peso da bola pela fração de farinha da sua ficha técnica.
Quanto queijo vai em uma pizza?
Na margherita napolitana, vão de 80 a 100 g de muçarela por pizza, segundo o regulamento europeu que registrou a receita. Pizzas com mais cobertura usam mais, e o número certo para comprar é o da sua ficha técnica: pese o queijo na montagem de algumas pizzas, tire a média e multiplique pelo volume do mês.
Qual farinha usar para pizza?
Uma farinha de trigo de glúten de força média a alta. A receita da napolitana pede força W de 220 a 380, relação P/L de 0,50 a 0,70 e proteína de 11 a 12,5%. Como o tipo impresso no rótulo brasileiro mede cinzas, e não força, peça esses números na ficha técnica do moinho antes de trocar de farinha.
Quanto orégano usar na pizza?
A receita oficial da napolitana fala apenas em um pouco de orégano, sem gramatura. Para comprar, pese o que a sua casa põe numa pizza e no pote da mesa e multiplique pelo volume: num exemplo de 1 g por pizza, 1.500 pizzas por mês consomem 1,5 kg. Compre em embalagem que acabe em poucas semanas depois de aberta.
Onde comprar insumos para pizzaria?
Farinha e fubá no moinho, na fábrica de farináceos ou na distribuidora; queijo e embutidos em laticínio e frigorífico com carimbo de inspeção; tomate na indústria de conservas; temperos na fábrica de condimentos ou na distribuidora. Quem compra pouco de muitos itens ganha em concentrar o pedido numa distribuidora de food service, num frete só.
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